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AOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DE VOLTA REDONDA


O salário dos barnabés e a renda dos tubarões
Paulo Moreira Leite em sua coluna no site da revista Época faz uma análise sobre o baixo salário dos funcionários públicos no Brasil. Segundo Leite é necessário refletir sobre o tema sem que sejam tiradas conclusões equivocadas e sem base de estudo, vejamos:
“A discussão sobre salários de funcionários públicos tem grande utilidade para se discutir a visão de mundo de cada um de nós.
... Adolf Hitler jamais recebeu um centavo do contribuinte como chanceler do Reich alemão. Abria mão de todos os vencimentos públicos e vivia com seus próprios rendimentos e donativos de empresários ao Partido Nazista.
Esta informação, novidade para muitas pessoas, ajuda a lembrar que essa discussão não deve ser feita a partir de noções simplistas.  O caráter criminoso do governo de Hitler não é modificado pelo salário de seu líder.


Se essa novidade  deixou alguns leitores em dúvida sobre o governo nazista, é um sinal de alerta. Eles devem reexaminar suas convicções sobre Hitler. Ou quem sabe pensar mais uma vez sobre suas convicções sobre o funcionalismo público.
...dizer que nossos funcionários públicos são tão preguiçosos — quando também não são corruptos — que deveriam contentar-se com o salário mínimo e nada mais. Trata-se de uma caricatura absurda e preconceituosa, além de socialmente retrógada.
A verdadeira discussão envolve a natureza do Estado e seu papel num país como o nosso.
Um país que paga mal seus funcionários está condenando a população mais pobre, que usa os serviços do Estado, a ser tratada de modo como cidadania de segunda classe. São aquelas enfermeiras que trocam o remédio do paciente, os atendentes que não sabem do que estão fazendo numa repartição.


Nenhum estudioso sério do ensino pode esperar que uma professora possa ensinar a garotada com vencimentos miseráveis, vamos combinar.
A verdade é que há uma ideologia por trás dessa opinião, uma visão de mundo enganosa.  O tom justiceiro não consegue encobrir a quem ela serve.
Luís Fernando define em poucas linhas aquilo que seria a diferença entre as empresas privadas e o Estado. Vamos ler porque é um argumento bastante corriqueiro. Depois de fazer uma nova crítica aos vencimentos do serviço público, nosso leitor compara: “A iniciativa privada cobra resultados de seus funcionários e quando estes cumprem metas estipuladas recebem merecidamente bons salários.”
O leitor me desculpe, mas eu acho que seria preciso ser mais cauteloso. Caso contrário, confundimos a realidade com nossas próprias crenças.


Não sei quantos funcionários de empresas privadas concordam com a afirmação de que  “recebem merecidamente bons salários” quando cumprem as determinações e metas definidas por seus superiores.
Numa empresa privada, com sua hierarquia, seus interesses, e os interesses no interior da hierarquia, quem define o que é “merecido?” Em nome do que?
O salário médio dos brasileiros hoje é de R$ 1800,00. Ou R$ 15 por dia numa família de quatro pessoas.
Alguém acha que vive assim porque “merece?” Por que “não cumpriu metas”? Que loucura é essa?
E quem se encontra ainda abaixo da média?


Na realidade, este raciocínio seduz muitas pessoas, até porque tornou-se a doutrina padrão da gestão privada, que é aplicada por determinadas empresas e mas ignorada por quase todas, que empregam um discurso desse tipo da boca para fora.
Um terço das empresas brasileiras, não custa recordar, se recusa até a cumprir nossa legislação trabalhista e opera na ilegalidade. Uma década atrás, essa marca era superior à metade de toda mão de obra do país. Os brasileiros não tinham nem carteira de trabalho porque “não mereciam”?
Para falar numa escala macro, não custa lembrar a crise de 2008, que jogou a humanidade no atoleiro em que se encontra hoje. Até um calouro de economia sabe que esta crise foi obra de altos executivos do setor financeiro privado. Trabalhando com “metas estipuladas” pelas empresas eles quebraram suas companhias, que tiveram de socorrer-se junto aos cofres públicos para não fechar de vez. Colocaram milhões de pessoas no desemprego, transformaram uma fatia da população dos EUA numa massa de sem-tetos.
Ainda assim, estes executivos não só receberam seus salários, mas também embolsaram bônus de centenas de milhões de dólares. Foram premiados. Em nome de que?


Como disse, é evidente que a remuneração do serviço público tem distorções imensas. É apenas inacreditável que alguém assine um contra-cheque em valores acima daquilo que a Constituição autoriza.
A gestão do Estado exibe incoerências e disfunções escandalosas. Mas não se pode ignorar outra verdade. A defesa dos salários baixos é um caminho para engordar as rendas dos tubarões. Concorda?”
(LEITE, Paulo Moreira. O salário dos barnabés e a renda dos tubarões, Disponível em: http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite/2011/08/27/o-salario-dos-barnabes-e-a-renda-dos-tubaroes/. Acesso em 24/10/2011)

NOTA DO SINDICATO
Infelizmente nos últimos tempos os funcionários públicos não têm muito que comemorar. Ao longo dos anos os salários foram se reduzindo e, no caso especial de Volta Redonda, há longos anos vêm acumulando uma perda em torno de 186% (cento e oitenta e seis por cento). Uma quantia astronômica considerando os índices inflacionários registrados no período. Nós do Sindicato dos Funcionários Públicos estamos buscando o diálogo com a Administração Municipal a fim de iniciar uma discussão madura, racional no sentido de encontrar uma solução para que o problema dos funcionários no que tange a salário e carreira seja equacionado. Volta Redonda como cidade ícone de uma região não pode se permitir mais continuar tratando o funcionário público com descaso e desrespeito.

Receber o Sindicato que é o legítimo representante dos funcionários públicos, iniciar as rodadas de discussão, dialogar sempre, Esta seria a postura de uma Administração Municipal honesta e competente, que prisma pela legalidade, moralidade, impessoalidade, publicidade e eficiência: Princípios Constitucionais da Administração Pública. Quem sabe esse dia 28 de outubro sirva como marco de uma nova fase. O Sindicato não medirá esforços para que novos rumos sejam tomados para os funcionários públicos de Volta Redonda. Esperamos a contrapartida da Administração Municipal e a participação mais efetiva dos nossos “Nobres Vereadores e Vereadoras” que, infelizmente, nesses anos de mandato ainda não disseram a quê vieram ou pouco disseram quando o assunto é funcionalismo público.
Um forte abraço a todos os FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DE VOLTA REDONDA na esperança que esse dia 28 de Outubro seja mais que nosso dia, seja o marco de novos tempos.


À Diretoria.



 

 



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Nome: Jaime
Comentário: se deus quiser 2012 será o ultimo ano deste desgovermo.
Nome: jaime
Comentário: DESGOVERNO
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